quarta-feira, 14 de maio de 2008

[a palavra que me cura]

talvez eu volte, ou me perca de uma vez.
talvez não esteja longe, ou nem comecei a andar.
talvez faça falta, ou nem lembrem.

outro dia, outra hora, outra pessoa
o tempo nos mata
a luz se apaga
e levanta outra vez
o vento vem
e as folhas vão
os dias passam
e os medos vem

talvez eu fique, ou me encontre por inteiro
talvez esteja perto, ou tenha que parar de andar
talvez possam lembrar, ou eu que não consigo mais pensar

1 comentários:

Andrei Moura disse...

as incertezas tão certas que temos...

certezas quase relativamente absolutas...


intimamente, toda vida é vivida... e faz algum sentido,



belo texto.